A EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE ENQUANTO ESTRATÉGIA DE GESTÃO NO HOSPITAL DE ENSINO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.65577/rs.v1i1.32

Palavras-chave:

Educação Continuada, Hospitais de Ensino, Gestão em Saúde

Resumo

A Educação Permanente em Saúde, enquanto uma estratégia de aprendizagem, se configura como aprendizagem-trabalho de acordo com as demandas nos serviços de saúde e da população. O presente estudo tem por objetivo relatar a experiência da organização da Educação Permanente em Saúde em um Hospital de Ensino. Trata-se de um relato de experiência vivenciado na Santa Casa de Misericórdia de Sobral, um hospital do interior do Estado do Ceará onde a Educação Permanente em Saúde (EPS) é gerenciada pelo Departamento de Ensino, Pesquisa e Extensão. O processo de organização das EPS é realizado por meio de estratégias e fluxos previamente definidos, incluindo a construção e o acompanhamento do Plano de Educação Permanente, sendo realizado o levantamento das necessidades de treinamento vivenciadas pelos gestores do hospital. Além disso, são realizadas as avaliações de reação das EPS pelos colaboradores e a avaliação de impacto pelo líder do serviço. A EPS contribui significativamente com o aprimoramento da qualidade assistencial, com as atualizações de protocolos e com a execução dos procedimentos adequadamente. Percebe-se que as EPS realizadas in loco nos setores, a adesão dos líderes aos treinamentos e a participação das residências em saúde são essenciais para o fortalecimento da cultura da educação permanente no hospital.

Biografia do Autor

Kailane Silva Prado, Faculdade Luciano Feijão - FLF

Graduanda do 8 semestre do curso de enfermagem da Faculdade Luciano Feijão (FLF). Bolsista do Programa de Vivências Práticas Extracurriculares (PROVIPE) da Santa Casa de Misericórdia de Sobral.

Anna Larissa Moraes Mesquita, Santa Casa de Misericórdia de Sobral - SCMS

Enfermeira pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA). Especialista em Enfermagem Obstétrica e Neonatologia. Mestra em Saúde da Família pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Especialista em Gestão e Auditoria em Saúde. Especialista em Enfermagem Estética. Pós-Graduanda em Tricologia. Atualmente é Enfermeira no Departamento de Ensino, Pesquisa e Extensão da SCMS.

Karina Oliveira de Mesquita, Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA

Enfermeira pela Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA. Doutoranda em Saúde da Família (RENASF/UVA). Mestra em Saúde da Família (Universidade Federal do Ceará - UFC). Especialista em Saúde da Família (UVA). Gerente do Departamento de Ensino, Pesquisa e Extensão da Santa Casa de Misericórdia de Sobral.

Ana Jessyca Campos Sousa, Santa Casa de Misericórdia de Sobral - SCMS

Enfermeira pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA). Mestra em Saúde da Família pela Universidade Federal do Ceará - UFC. Doutoranda em Cuidados Clínicos pela Universidade Estadual do Ceará - UECE. Atualmente é Enfermeira no Departamento de Ensino, Pesquisa e Extensão da SCMS e Docente no Centro Universitário INTA - UNINTA.

Referências

1. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 1.996, de 20 de agosto de 2007 [Internet]. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2007 [cited 2024 Dez 21]. Available from: http://bibliotecadigital.economia.gov.br/handle/123456789/974

2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Departamento de Gestão da Educação na Saúde. Política Nacional de Educação Permanente em Saúde: o que se tem produzido para o seu fortalecimento? [Internet]. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2018 [cited 2024 Dez 21]. Available from: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_educacao_permanente_saude_fortalecimento.pdf

3. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria Interministerial nº 285, de 24 de março de 2015 [Internet]. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2015 [cited 2024 Dez 21]. Available from: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2015/prt0285_24_03_2015.html

4. Figueiredo EBL de, Souza ÂC de, Abrahão A, Honorato GLT, Paquiela EO de A. Educação Permanente em Saúde: uma política interprofissional e afetiva. Saúde debate [Internet]. 2022 [cited 2024 Dez 21]; 46(135):1164–73. Available from: https://doi.org/10.1590/0103-1104202213515

5. Koerich C, Erdmann AL, Lanzoni GM de M. Professional interaction in management of the triad: Permanent Education in Health, patient safety and quality. Rev Latino-Am Enfermagem [Internet]. 2020 [cited 2024 Nov 13];28:e3379. Available from: https://doi.org/10.1590/1518-8345.4154.3379

6. Mussi, RF de F; Flores, FF; Almeida, CB de. Pressupostos para a elaboração de relato de experiência como conhecimento científico. Práx. Educ [Internet]. 2021 [cited 2025 Jan 20]; 17:60-77. Available from: ttps://doi.org/10.22481/praxisedu.v17i48.901

7. Organização Pan-Americana da Saúde. Educação Permanente para a Promoção da Saúde. Brasília (DF): Organização Pan-Americana da Saúde; 2024. Disponível em: https://doi.org/10.37774/9789275728963

8. Parente A do N, Ferreira GRON, Cunha CLF, Ramos AMPC, Sá AMM, Haddad M do CFL, et al. Educação permanente para qualidade e segurança do paciente em hospital acreditado. Acta paul enferm [Internet]. 2024 [cited 2024 Nov 10];37:eAPE00041. Available from: https://doi.org/10.37689/acta-ape/2024AO0000041

9. Santa Casa de Misericórdia de Sobral. Secretaria da Saúde. Santa Casa de Sobral. Departamento de Ensino Pesquisa e Extensão. Sobral: Santa Casa de Misericórdia de Sobral; 2023 [cited 2025 Jan 15].

10. Ogata MN, Silva JAM da, Peduzzi M, Costa MV, Fortuna CM, Feliciano AB. Interfaces entre a educação permanente e a educação interprofissional em saúde. Rev esc enferm USP [Internet]. 2021 [cited 2024 Nov 13];55:e03733. Available from: https://doi.org/10.1590/S1980-220X2020018903733

11. Bitencourt GR, Ferreira AFM, Amaral MHSP, Renault SMG, Silva JO, Santos KM. Uso de indicadores na avaliação do serviço de educação permanente: reflexão dos pilares da qualidade. Rev baiana enferm [Internet]. 2021 [cited 2025 Fev 19];35:e36844. Available from: https://doi.org/10.18471/rbe.v35.36844

12. Freire P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 25ª Edição. São Paulo: Paz e Terra; 1996 [citado 2025 maio 29]. Available from: https://nepegeo.paginas.ufsc.br/files/2018/11/Pedagogia-da-Autonomia-Paulo-Freire.pdf

13. Barros HR de S, Grosseman S. Sugestões de uma equipe de saúde hospitalar à formação e ao preparo profissional para pandemias. Rev bras educ med [Internet]. 2024;48(4):e106. Available from: https://doi.org/10.1590/1981-5271v48.4-2023-0301

14. Blanco VM, Leonello VM, Souza CM da S, Vasconcelos RO, Agreli HF. Residências em saúde em hospital universitário: cenário potente de formação para a prática colaborativa interprofissional. Interface (Botucatu) [Internet]. 2023;27:e220320. Available from: https://doi.org/10.1590/interface.220320

15. Santos T da ST dos, Gisi ML, Garbelini MC da L, Ribeiro ER. Educação permanente em ambiente hospitalar: percepção da gestão de enfermagem. REAEnf [Internet]. 17nov.2023 [citado 2025 maio 2029];23(2):e14299. Available from: https://acervomais.com.br/index.php/enfermagem/article/view/14299

Downloads

Publicado

2025-11-03

Como Citar

Silva Prado, K., Moraes Mesquita, A. L., Oliveira de Mesquita, K., & Campos Sousa, A. J. (2025). A EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE ENQUANTO ESTRATÉGIA DE GESTÃO NO HOSPITAL DE ENSINO. Revista Sintonia: Periódico Interdisciplinar De Ensino, Gestão E Inovação Em Saúde, 1(1), 26–32. https://doi.org/10.65577/rs.v1i1.32